Essa semana eu sofri um pequeno acidente de carro. Nada que pudesse provocar algo além de uma baita dor no pescoço, mas ficarei por um longo tempo a pé. Logo eu, tão dependente do carro! Nas primeiras horas do dia de ontem a perspectiva parecia aterradora. Ônibus, metrô e caminhadas até o ponto de ônibus em nada me pareciam atrativas. O carro, mesmo no engarrafamento me parecia muito mais confortável e aconchegante. Tudo uma questão de hábito.
Ontem no ônibus comecei a enumerar as razões pelas quais rodar por aí sem carro pode ser positivo e encontrei várias.
1- Não posso dormir no carro, afinal eu sou a motorista. No ônibus rola até sonhar.
2- Redução da emissão de gás carbônico na atmosfera.
3- Consigo ir lendo, escrevendo, pensando na vida.
4- Com música nos ouvidos o ônibus se torna tão confortável quanto o carro.
5- Não preciso me preocupar onde estacionar.
6- Se eu for assaltada no ônibus tudo que vão me levar são meus documentos, dinheiro e celular. No carro o prejuízo seria muito maior mesmo com o seguro.
7- Eu posso ir tomar uma cervejinha sempre que me chamarem sem ficar salivando a cerveja alheia pra respeitar a lei seca.
8- As caminhadas até o ponto ou pelo meu bairro pra fazer as coisas que sempre fiz de carro são saudáveis e fatalmente me farão emagrecer um pouco, providencial, sem a menor dúvida.
9- O ônibus que pego não é cheio, consigo ir sentada todos os dias sem me preocupar em não cair ou com algum tiozão nojento.
10- Não me estressar com trânsito caótico do Rio de Janeiro como faço todos os dias há 4 anos.
11- Escolher entre o metrô ou algum ônibus de acordo com meu humor ou com o tempo e dinheiro que tenho.
12- Reaprender a andar (literalmente) pela cidade.
O carro me presenteia com um conforto relativo. É prático, mas não tenho dúvidas de que a falsidade do conforto é imensa, principalmente se pensar que estar atrás do volante pelo tempo que ficava todos os dias me impõe uma necessidade de atenção plena e uma tensão que destroem qualquer qualidade de vida. O transito no Rio é de louco. Estressa mesmo e não tenho dúvidas que metade do meu mau humor matinal é por conta disso. Nem metrô cheio, nem andar 15 minutos no frio das 6 da manhã até o ponto de ônibus são capazes de me irritar tanto.
Nos fins de semana com saídas noturnas o carro já havia se tornado um estorvo, uma obrigação e não uma opção. Óbvio que sentirei falta dele em algum momento, mas abandonar a escravidão que havia me tomado foi positivo, sem dúvida alguma. Pelo menos na primeira semana. Em dez dias eu aviso se continuo tão otimista!
28 Agosto, 2009
O transporte coletivo e eu
Escrito, produzido e dirigido por Menina Gi às 2:57 PM 3 comentários
05 Agosto, 2009
Pela madrugada
Eu sou o tipo de pessoa cretina que quando dorme às 10 da noite acorda às 3 da manhã. Quando eu digo que não sei dormir como as pessoas normais, tipo oito horas por noite e tal ninguém acredita em mim. O pior desses horários “alternativos”, os chamemos assim, é que às 3 da manhã não tem absolutamente NADA para fazer, normalmente NADA para assistir na TV e as notícias da Globonews são as mesmas que eu já vi dez vezes hoje.
Ai a idiota aqui desce, pega um copo d’água, pensa em arrumar o armário e desiste, pois acha que já é loucura suficiente acordar às três da manhã. Fazer barulho reorganizando suas calcinhas e sutiãs bonitinhos não vai fazer bem nenhum aos outros moradores da minha casa. Dou uma bela zapeada pelos canais da TV e nada. Ai a opção passa ser riscar um fósforo, acender um incenso e pensar na vida. Mas que merda, heim?
Assim a TV foi para o mudo fazendo vezes de abajur e o notebook começa a tocar Billy Holiday, Nina Simone e Chico Buarque. Não pergunte por que a combinação, mas na hora me pareceu a ideal para pensar e se essas letras estão nesse papel virtual deve ter feito algum efeito positivo. Enquanto Chico cantava que “futuros amantes quiçá” eu pensava no circo político do senado e no quão falso me parecem todas aquelas agressões. Câmera desligada eles devem todos se abraçar e dividir a pizza. Ai a música mudou e ao som de Tatuagem eu não pude me permitir pensar em política. Tatuagem é amor, físico e mental. Amor que deixa marcas, tanto as físicas quanto as mentais. Ai eu comecei a pensar nas minhas. Marcas, não nas tatuagens.
Confesso que prefiro as físicas, as marcas mentais costumam ser complicadas demais de se cobrir com maquiagem, por mais capaz de esconder sentimentos que eu seja, as marcas eu não consigo. Sinto-me a mais cretina das criaturas: Sentimentos de admiração, de amor, de desejo eu sou capaz de esconder com maestria, e acabo por deixar de viver muita coisa pelo simples medo de me ofender em algum momento. Culpa desse orgulho bobo que me torna incapaz de admitir que provavelmente eu tivesse vontade de beijar alguém antes dele ter vontade de me beijar. Nem Freud explica porque eu acho que querer alguém é tão ruim assim, quando na verdade quando eu penso friamente eu acho gratificante ter alguém em quem lembrar ouvindo alguns dos versos do Chico.
O problema é que meu reflexo sempre me leva a negar esse tipo de coisa, algo dentro dessa cabeça transbordante me diz “se protege porque você não sabe o que vem daí”. Mas isso também permite ao outro o mesmo tipo de atitude. E no fundo a pessoa na defensiva deve valer mais a pena de se investir do que quem se joga de cabeça, afinal se ele tem receio é porque sofreu tanto quanto você e no caso contrário a pessoa deve ser mestre em partir corações, ou então está apaixonada demais para pensar no que está fazendo. Em ambos os casos eu não vejo razões para valer a pena.
O Chris Martin começa a cantar por aqui e eu ganho a sensação plena de que eu entendi grande parte dos problemas de relacionamento de toda a minha existência (ó doce ilusão a minha). A vida inteira eu caí no papo de grandes cafajestes pelo simples fato de que eles demonstram as coisas sem medo, da forma intensa que me atrai, mas na verdade tudo que evidenciam é efêmero demais, a mais pura fagulha, balela. E por mais que me sinta atraída pela intensidade e se torne prático em um primeiro momento me jogar depois de alguém, já cansei de saber que os cafas sempre têm pára-quedas e eu nem com uma cama elástica posso contar.
Entretanto, prometo para mim que daqui pra frente vou tentar seguir junto, de mãos dadas de preferência. Saber o que vou encontrar logo a frente não é algo precise, nunca precisei, e talvez eu decida não me preocupar com o presente também. Vou deixando a vida seguir seu rumo, tentando fazer mais o que o coração sente e ignorar as desconfianças. Talvez assim eu alcance o que eu pretendo. Talvez não. Who knows?
Agora, literalmente, o galo cantou por aqui, vou fazer um maravilhoso café e tomar um belo banho. Vou ouvir Maria Rita, dizer “bom dia, dia” e começar uma manhã cheia de novas resoluções por uma que ando adiando há mais de um mês: vou para academia!
Escrito, produzido e dirigido por Menina Gi às 7:04 AM 0 comentários
04 Agosto, 2009
Tirando a poeira
Há muito tempo ando tentando voltar a escrever. Por um lado eu estou cansada da exposição da minha vida. Tanto que todos os dias penso em acabar com orkut, mas ao mesmo tempo sinto falta de citar minhas angustias e ter alguém para ler as malditas transformadas em letras. Talvez não tenha conseguido fazê-lo nos últimos tempos porque a vida está muito próxima da minha idéia de perfeição. Tristeza costuma ser muito mais inspiradora, convenhamos, e com a vida quase toda no lugar não tenho muito do que reclamar. Além disso, gritar felicidade aos quatro cantos tende a atrair inveja. É, assim, a vida está uma merda, mas eu me conformei com ela. Melhor deixar essa impressão!
Atualmente resistem em meu coração sertanejo algumas angustias. Essas são relativas a pequenas dúvidas e ao fato d’eu precisar urgente de um emprego, mas de resto: vivo sem muita grana como quase todo mundo, mas consigo sair todos os fins de semana, tenho me divertido bastante, tenho uma família maravilhosa, amigos lindos e estou tentando parar de fumar graças a uma promessa que fiz. Assim a vida vai seguindo seu rumo com mais sorrisos do que lágrimas.
As tais pequenas angústias são conseqüências de traumas passados e não dos acontecimentos presentes como costumava ser. “Filmes iguais, finais diferentes”, pelo menos por enquanto e espero que assim continue. Os tais traumas trazem a insegurança que outras mãos plantaram e que essas, tão mais confortáveis não conseguem extinguir. Acho que por enquanto é normal. O tempo faz passar como já fez outras vezes. No momento o que preciso é continuar me divertindo, sem muitas preocupações, sem muitas neuroses, sem a ansiedade de quem quer ver o tal tempo passar correndo. Até porque pra que correr?
Nos 25 anos que vivi eu aprendi que em algum momento tudo volta a ficar bem e a maior prova disso é o ano presente. Nem sei dizer quando as coisas voltaram a ficar serenas, mas posso apontar pelo menos dois responsáveis por isso e a eles serei eternamente grata e nem sempre consigo demonstrar isso. Eu e meu velho problema em demonstrar sentimentos positivos! Com eles eu descobri uma coisa muito simples, mas que faz toda a diferença: Quanto mais feliz eu sou, mais feliz eu fico, pode parecer óbvio, mas ter isso vivido na prática não é tão óbvio assim.
As maiores dificuldades dos últimos tempos residem em confiar. Óbvio que eu ainda confio em muitas pessoas presentes na minha vida, mas grande parte do tempo eu espero alguém me passar a perna, furar meu olho com trabalho, com meus planos, com as coisas que planejei pra minha vida, com homem... Eu passei a esperar que isso ocorra o tempo inteiro e para evitar sentir minha vida ser posta em pedaços da próxima vez que isso acontecer, eu já espero a porrada desde o princípio. Culpa dos tais traumas que sugestionam que isso vai se repetir. Pode parecer pessimista e de fato é, coisa que não é lá muito a minha cara, meus copos não têm por hábito ficar meio vazios (talvez os de cerveja), mas já esperar a merda acontecer me poupa da decepção e eu ando muito cansada de me decepcionar com as pessoas. Quando os seres humanos me surpreendem positivamente eu tenho me apegado a eles com força. E que força, uns amigos que o digam!
Mais alguns posts e eu perco a ferrugem!
Escrito, produzido e dirigido por Menina Gi às 2:18 AM 0 comentários
23 Junho, 2009
Coming Back to Life
No fim do ano, na noite de ano novo, eu jurei que 2009 seria o meu ano. Que realizaria meus sonhos, que faria tudo o que sempre planejei acontecer. Nós realmente devemos ser regidos por uma força superior e essa quis me ensinar mais algumas coisas, principalmente sobre perder pessoas que amo e amava e com isso amarguei seis meses muito duros. Perdi meu avô, perdi minha avó, perdi a ilusão que projetava em cima de uma pessoa, tive medo de perder meus amigos de faculdade. Até agora 2009 limitava-se a perdas, lágrimas, dor, medos, sofrimento, corações partidos.
Até junho eu lembrava somente de dois dias absolutamente felizes na minha vida. Dois dias absoluta e completamente felizes. Um regado a estrada e vento na cara, boas músicas e gargalhadas gostosas. Outro com fotos, um lindo sol de outono e a vista mais espetacular do Rio de Janeiro e a companhia de pessoas que eu nem sabia que gostava tanto. O primeiro dia talvez se perca no tempo nas tantas outras lembranças felizes que espero ter desse ano, mas o segundo sei que vou contar para meus netos, mostrar as fotos, derrubar algumas lágrimas de saudade da minha juventude e de alguns dos rostos que vão acabar por se perder pelo caminho.
Depois de passar um mês num ostracismo brutal, trancada em casa entre livros, trabalhos e uma pontinha de depressão eu encontrei o fundo do poço. Acho que ao chegar ao fundo fica mais fácil dar o impulso necessário para voltar ao topo. Assim o fiz. Ri por horas em pé em uma segunda-feira de manhã, ri a noite inteira falando bobagens e fazendo planos dias mais tarde, gargalhei e chorei de soluçar no cinema, dei altos risos sinceros no teatro, falei bobagens e ri por horas em um barzinho.
Redescobri a felicidade das coisas simples. Redescobri amigos e que fazer outros é tão bom quanto manter os antigos. Voltei a cantar e dançar dirigindo. Voltei a contar borboletas pelo caminho. Voltei a dormir um sono tranqüilo e essa noite finalmente eu tive um sonho bom! A vida parece finalmente me reservar coisas boas e acredito que dentro em breve ouvirei as boas notícias que peço há tempos.
A saudade dos que perdi não some, quer dizer, de alguns dos que perdi. A perda da ilusão desde o principio vejo com bons olhos. No futuro espero as borboletas que brotam no estômago, os sorrisos que não somem do rosto e o brilho dos olhos de quem reencontrou a felicidade, mais pura e simples.
Escrito, produzido e dirigido por Menina Gi às 7:47 PM 1 comentários
27 Março, 2009
Baby, I'm back! (and so do you)
E entre um cigarro, cólicas e uma menstruação com 14 dias de atraso eu voltei a escrever. Não simplesmente digitar minhas pesquisas de cunho acadêmico, as escritas desse tipo são diárias, mas tento desafogar minhas emoções que depois de soterradas em uma avalanche de acontecimentos súbitos e amargos em quase sua totalidade, parecem confusas e de uma instabilidade astronômica.
Há quase um mês meus sentimentos têm sido levados as últimas instâncias e testados de formas tão cruéis que jamais poderia conceber. Tudo começou com a constatação que meu abandono emocional era inexistente e que ainda me pego em perguntas do tipo “que porra de sentimento é esse?”. Junto com ele veio a deleitosa descoberta de que voltei a ser menos fria, voltei a chorar na presença de outras pessoas, voltei a ter vontade de demonstrar meus sentimentos, e declarar amor (no caso amor fraternal) sem receio de parecer vulnerável em demasia.
Em seqüência me emocionei com um casamento pelo simples fato de ver ali o amor traduzido e a felicidade estampada dos noivos me levou a argüir se algum dia serei capaz de provocar em alguém tal felicidade. Madrinha que fui também confesso ter chorado grata pela ínfima participação que permitiram naquele momento
Ainda sem entender os dois primeiros acontecimentos tive que lidar com o receio de perder um amigo essencial em minha vida há algum tempo. O medo me deu a coragem de estar sempre presente, superando todos os traumas que tenho em lidar com questões hospitalares. A dor veio ao notar que mesmo rodeada de pessoas que amo, ainda conservo a odiosa capacidade de me sentir sozinha e abandonada sem que ninguém tenha responsabilidade por isso além de eu mesma.
Quando acreditava ter a chance de respirar aliviada, de voltar a experimentar a alegria da satisfação por ver tal amigo em casa, meu avô me foi tirado. A ferocidade da doença que o levou residiu no fato dela devastar o corpo de alguém sempre tão vivo e que lutou como poucos que conheço por se conservar assim. Meu avô foi um guerreiro incansável, mas um maldito câncer cansou o mais ávido combatente que já conheci.
Tudo me empurra a questionar meu futuro e o receio que isso me provoca transborda de angústia esse metro e meio de pessoa que voz escreve. Pergunto-me tanta coisa que jamais caberia aqui. Tento casar com meus estudos e meu futuro acadêmico, mas o vazio emocional que isso me provoca leva ao desejo de estar constantemente rodeada por pessoas que me parecem confortáveis, (ou seriam reconfortantes?).
Hobbes, Rousseau, Maquiavel, Freud, Hume, Nietzsche, eles traduzem a alma humana com maestria e me guiam por dentre minhas pesquisas, mas parece que seriam incapazes de traduzir meus sentimentos. A angústia enche o peito e em alguns momentos me sinto disposta a explodir pelo simples prazer de ver tudo isso parar de existir. Mas em outros momentos a covardia se torna diminuta e me apego a esperança de que como em uma comédia romântica estúpida a mocinha vai finalmente encontrar seu caminho e voltar sorrir, gargalhar e se sentir tão viva quanto consegui me senti no meio de tudo isso: na alta velocidade em que meu carro fazia as curvas de uma estrada cheia de borboletas.
Escrito, produzido e dirigido por Menina Gi às 2:20 AM 2 comentários
02 Setembro, 2008
Bom dia, dia
Escrito ontem, postado hoje. Tudo culpa da maldita gripe que me consome há alguns dias. Três vivas para meu notebook rosa que me permite escrever deitada!
Depois de um fim de semana terrível levantei da cama após 15 minutos de resoluções. Conversei com meus botões, me alonguei, olhei para o teto e pensei "hoje é o primeiro dia do resto da minha vida". Tal otimismo talvez contraste com a gripe que eu carrego no corpo, por mais que diga que é uma alergia respiratória, eu assumo: é uma puta gripe. O fim de semana passei na cama: termômetros, dores, lenços de papel e soro. Dois dias regados a filmes de TV a cabo, maior parte deles comédias românticas as quais costumo não suportar. Os finais felizes das mesmas me enojam, obviedade me embrulha o estômago e mesmice me dá gastrite (não só nos filmes). Não sei se por já estar doente ou por uma sensibilidade excessiva, mas dessa vez eu me rendi ao gênero. Depois do terceiro todos parecem iguais, os atores na maior parte das vezes são inclusive os mesmos, mas essa onda de felicidade na tela ao invés de me dar dor de estômago e nojinho me brindou com uma necessidade suprema de resolver minha vida.
Faltam poucos meses para completar meus 25 anos. Não farei resoluções. Não contarei os cinco anos que faltam para os trinta anos. Não vou planejar o emprego dos sonhos, nem almejar uma viagem espetacular. Preciso, sem dúvida, resolver meus porens e hoje planejei meticulosamente os passos necessários para isso. Minha inconstância, entretanto, me dá a certeza que amanhã eu posso acordar pensando o contrário, mas hoje não. Hoje sou a mais otimista e positiva das criaturas, por mais que olheiras e a cara de quem sofre com sinusite me dêem o ar oposto. Talvez seja influência dos astros, culpa do escorpião que me rege e do touro que me ascende! Não sei. Não entendo nada dessas coisas, mas que eu já nasci mudando de idéia é fato e aprendi por aí que é mais fácil culpar os astros. Nos meus bem vividos 24 anos a única coisa que costuma não ser inconstante são meus amores. Esses, correspondidos ou não costumam se arrastar por anos e, espero que um dia, décadas. E o dia de hoje também serve para afirmar que é fato que isso não mudou.
Escrito, produzido e dirigido por Menina Gi às 5:52 AM 5 comentários
26 Agosto, 2008
Quero ser Pattie Boyd
Pra quem não sabe Pattie Boyd foi esposa de dois dos maiores ícones da música mundial. Primeiro ela foi casada com George Harrison e depois de se divorciar dele nos anos 70 se casou com Eric Clapton. Para ela foram escritas músicas como Something, Layla, Wonderful Tonight e só por essas três eu já morreria. É aquele tipo de situação surreal, se algum homem cantar isso para você já é lindo, perfeito, romântico e maravilhoso, mas agora pensa que os caras compuseram tais músicas pra ela!
Harrison e Clapton eram muito amigos, Pattie se irritava com as traições do marido além de sentir que ele dedicava mais tempo estudando a cultura hindu do que com ela. Clapton se aproximou de Pattie e se apaixonou pela moça. O Fato de ser a esposa do amigo o levou ao vício a heroína. Na época o amigo fura olho compôs Layla e quando a moça se divorciou de Harrison tratou de casar com Clapton rapidamente. Como amor e fidelidade não são sinônimos masculinos, principalmente quando se diz respeito a estrelas da música, Clapton teve filhos fora do casamento e como bebia horrores e enfiava a porrada em Pattie o casamento também acabou na década de 80.
E você, caro leitor, pode pensar: Porque Cara#@%S ela queria ser essa mulher? Calma, eu explico. Não tem nada a ver com apanhar para o maior guitarrista vivo do mundo nem por ter sido esposa de um Beatle. A senhora que na juventude era uma linda modelo/atriz estudando umas propostas já na época fotografava e hoje se tornou fotógrafa de fato. No site dela tem fotos dos ex-maridos famosos e outras lindíssimas tiradas mundo a fora. As músicas que ela inspirou também ajudam a ter inveja branca de tal senhora, sem dúvida alguma, mas eu já fico satisfeita com a lembrança do dia que um belo rapazinho me prometeu que um dia sairíamos por aí pelo mundo para eu fazer a segunda coisa que mais gosto na vida: fotografar. Talvez falácia, mas sem dúvida a jura demonstrou uma admiração e um suporte a minha grande paixão. Não ouvi “I feel wonderful because I see the love light in your eyes and the wonder of it all is that you just don't realize how much I love you”, mas garanto que a realização de tal promessa me deixaria mais feliz do que se tivesse ouvido.
Escrito, produzido e dirigido por Menina Gi às 12:12 AM 3 comentários